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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Queimadas afetam qualidade do ar da Região Sul...

Estamos no início da estação das queimadas no cerrado brasileiro, neste período, a baixa umidade do ar faz com que qualquer fagulha se transforme facilmente em uma grande frente de fogo. O problema não se restringe ao território brasileiro, é enorme a quantidade de focos de fogo neste momento na América do Sul. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que em 24 horas, entre os dias 20 e 21, foram anotados 9770 focos no Brasil, 3834 na Bolívia, 1083 na Argentina e 711 no Paraguai.

As queimadas liberam enormes quantidades de material particulado, monóxido de carbono e até gases que causam chuva ácida. Tanto que no dia 12 de agosto, alguns pontos da cidade de Porto Alegre e outras cidades do interior gaúcho foram atingidos por uma chuva acompanhada de uma fuligem de cor alaranjada, fenômeno que já pode ser considerado uma “chuva ácida”.

Segundo especialistas do INPE a fuligem de queimadas chegou à Região Sul transportada por massa de ar oriunda do Centro-Oeste do país e do Paraguai e Bolívia. Parte dessa massa de ar, carregada de produtos de queimadas, dirigiu-se para o sul e leste indo de encontro a uma área de instabilidade com chuva, onde se localizava uma frente fria que avançava sobre a Região Sul do País. A chuva ao atravessar as áreas poluídas precipitou também a fuligem de queimadas composta de material particulado fino. Além disso, é fácil perceber a névoa que cobre Porto Alegre nos últimos dias, deixando o sol avermelhado ao entardecer.

Apesar de belo, o espetáculo revela uma situação crítica e perigosa. A poluição pode trazer uma série de problemas como doenças respiratórias, agravamento de quadro alérgico e rinite. Aumentando o número de hospitalizações e mortes, particularmente de crianças e pessoas idosas.

Praticamente todas as queimadas são causadas pelo homem, por isso são importantíssimas as campanhas para impedir essa prática na agricultura e para que cigarros acesos não sejam jogados em pastagens secas ao longo de estradas.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Nosso site!


Olá pessoal! Nosso site já está no ar. Ele tem o objetivo de ser um guia ambiental para o morador de Porto Alegre, visando uma mudança de mentalidade e comportamento em busca de um futuro sustentável para nossa cidade e nosso planeta. Vocês podem conferir em www.ecopoa.orgfree.com. Estamos abertos a críticas e sugestões, grande abraço!

Equipe ECOPOA.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Corrida perigosa: frio e poluição não combinam.


A baixa umidade e a inversão térmica típicas do inverno, que dificultam a dispersão dos poluentes, são um problema e tanto para quem pratica atividades físicas ao ar livre, principalmente em áreas de tráfego intenso. Durante os exercícios, a quantidade de ar inalada é até vinte vezes maior que em repouso. O aumento no volume de gases nocivos aspirados nesta época do ano pode causar a contração dos brônquios, o que diminui a capacidade respiratória.

Meia hora de atividades em regiões com grande concentração de monóxido de carbono, gás tóxico emitido principalmente pelos escapamentos dos carros (frota antiga, veículos modernos com catalisadores adulterados e veículos diesel sem regulagem), equivale a fumar dez cigarros. Pessoas com problemas cardiovasculares estão sujeitas a sofrerem arritmia cardíaca e, em condições severas, até morte súbita. Os poluentes também comprometem o rendimento. A poluição exige uma sobrecarga do organismo. Gasta-se muito mais energia para realizar o mesmo trabalho. Fator que só agrava a qualidade da saúde.

Estudos mostraram que cascas de árvores situadas nas bordas dos parques de grandes metrópoles (como é o caso de Porto Alegre) chegam a apresentar três vezes mais concentração de ferro, zinco, enxofre e cobre que as da vegetação localizada no centro desses mesmos lugares. Como as pistas de corrida normalmente ficam próximas às áreas externas, as pessoas acabam respirando ar contaminado como se estivessem realizando atividades junto às grandes vias.

É importante frisar que ninguém precisa deixar de fazer exercícios em ruas e parques por causa desses problemas. A 150 metros de grandes avenidas, o ar já apresenta uma melhora considerável no que refere-se a sua qualidade.

Assim, a equipe ECOPOA sugere a você, quando for realizar atividades físicas no Parque Farroupilha (Redenção), Parque Marinha do Brasil, Parque Moinhos de Vento (Parcão), dentre outros, procure situar-se mais internamente evitando com isso respirar o ar mais contaminado presente no entorno.

sábado, 5 de junho de 2010

Dia Mundial do Meio Ambiente



O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Desde então no dia 05 de Junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que chama a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente 2010 (acesse o site do WED 2010, na sigla em inglês) é "Muitas espécies. Um planeta. Um futuro". Este tema reflete o apelo em prol da conservação da diversidade de vida no nosso planeta. Milhões de pessoas e milhões de espécies dividem o mesmo planeta e se agirmos juntos poderemos todos desfrutar de um futuro mais próspero e seguro.

 
Ao comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, nos permitimos considerar mais cuidadosamente as atitudes que devemos tomar pelo nosso objetivo comum de preservar a vida no planeta.

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, podemos empregar o nosso poder individual e coletivo para deter a extinção das espécies. Atividades de conservação já previniram o desaparecimento de espécies e restauraram habitats naturais vitais do mundo. No Dia Mundial do Meio Ambiente, vamos nos determinar a fazer muito mais pela biodiversidade, para assim vencermos a corrida contra a extinção!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prefira a latinha...


No supermercado surge a dúvida: serei um cidadão mais sustentável se levar a bebida na embalagem de alumínio, de vidro ou de pet? O senso comum apostaria na latinha, já que ela é quase totalmente reciclada no Brasil. Alguém poderia contra-argumentar que ela gasta energia demais: a indústria do alumínio consome 6% da eletricidade do Brasil. Já a ciência diz que, se a intenção é só avaliar a forma mais ecológica de beber refrigerante ou cerveja, siga o senso comum.

Esse é o conselho da engenheira química Renata Valt, autora do livro Ciclo de Vida de Embalagens para Bebidas no Brasil. Segundo ela, a lata leva vantagem hoje no Brasil justamente pelo alto índice de reciclagem (96% em 2005) frente ao vidro (45%) e ao pet (47%). Renata comparou a produção de 1000 litros de refrigerante para cada embalagem, somou a porcentagem de reciclagem e de matéria-prima e concluiu: o alumínio é o que menos consome energia, água e recursos naturais, tem a menor emissão de poluentes e gera menos resíduos sólidos.

 
É de espantar que o vidro, cuja garrafa é reutilizada de 20 a 30 vezes em média, não seja o mais ecológico. Mas é exatamente por causa das idas e vindas no transporte, e sua queima de combustível, que ele perde pontos. "O vidro só é melhor se considerarmos que seus recursos são mais renováveis que o petróleo do pet e a bauxita do alumínio. Se a indústria usasse combustíveis mais limpos, a avaliação melhoraria", diz Renata.

Ainda que vivêssemos em um mundo ideal, com 100% de reciclagem, o alumínio teria suas vantagens, pois gastaria menos recursos naturais e emitiria menos poluentes. O pet seria mais econômico na energia, na água e na produção de lixo. Por outro lado, sem reciclagem, a latinha seria o terror do consumo energético, dos recursos naturais e da emissão de gases.


terça-feira, 25 de maio de 2010

EcoDuto


Lembram-se do post “O Destino dos Pneus Usados”, de dezembro de 2009? Pois vejam uma alternativa para o problema, O EcoDuto!


O EcoDuto é um sistema de saneamento que retira o pneu radial da natureza, resolvendo o passivo ambiental gerado por este resíduo. Com uma tecnologia de tensionamento, produz dutos, biodigestores, filtros anaeróbios e coletores de água. Ecodutos confeccionados com pneus de carga têm diâmetro interno de 60 cm e comprimento de 1,40 m, utilizando seis pneus radiais por tubo. Já os confeccionados com pneus de passeio têm diâmetro interno de 33cm e comprimento de 1 metro usando 8 pneus.

O Sistema tem alcance social positivo, pois trabalha com cooperativas de catadores e fomenta a criação de frentes de trabalho na execução do saneamento, além de eliminar focos e vetores, melhorando as condições de saúde e habitabilidade das periferias da maioria das cidades brasileiras.

O custo energético de reciclar um pneu radial separando o aço da borracha é muito elevado e envolve o uso de combustíveis no processo o que aumenta a produção de CO2 e gases do efeito estufa. O EcoDuto é uma solução que usa tecnologia limpa e amplia as possibilidades de  renda ao dar ao resíduo um valor comercial que estimula a coleta e seu beneficiamento.

Esta nova tecnologia tem elevado alcance ecológico-social, multiplicação rápida e está formando uma rede de saneamento ambiental necessária a maioria das cidades que sofrem com a deposição de pneus inservíveis no meio ambiente, à medida que aumenta a frota de veículos e a geração deste descarte, gerando forte passivo ambiental.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lixo eletrônico


Existe até um nome para esse tipo de sujeira: e-lixo. São os entulhos de computadores velhos abandonados ao ar livre. E haja lixo. São 20 milhões de toneladas de detritos no mundo inteiro, estima reportagem da revista Business Week. Esse acúmulo tende a aumentar. Segundo dados do Greenpeace, em 1997 a vida útil de um computador pessoal era de seis anos - em 2005 era de dois anos. O tempo diminui devido à corrida tecnológica.

Qual é o risco oferecido por essa sujeira? Além do aspecto degradante, as peças possuem substâncias tóxicas, como chumbo, níquel, arsênico e mercúrio, que ameaçam a água, o solo e o ar quando essas máquinas acabam parando em lixões.


As empresas tentam mudar a imagem de poluidoras. A Dell prometeu não utilizar substâncias tóxicas até 2009, além de plantar uma árvore para cada novo computador vendido. HP, Sony, Toshiba e Apple se comprometeram a criar programas de reciclagem.

A substituição das partes não-biodegradáveis por materiais menos poluentes é uma alternativa, mas está longe de ser viabilizada com a tecnologia atual. Isso também elevaria o preço do produto - e nenhum consumidor quer arcar com os custos.


Mas Porto Alegre está contando uma história diferente. Com peças de um e de outro equipamento sem uso, os alunos do Centro de Recuperação de Computadores (CRC) de Porto Alegre colocaram em funcionamento 1700 máquinas em três anos de trabalho, que serão distribuídos em escolas, ONGs e centros de informática, aproximando a tecnologia das pessoas que ainda estão longe dela nesta cidade de 1,5 milhões de habitantes.

A matéria-prima do CRC é o lixo eletrônico descartado pelo governo federal, bancos, empresas e usuários individuais, que trocam seus computadores por outros mais modernos ou não conseguem consertá-los. Antes, computadores, impressoras e acessórios eram jogados em aterros sanitários ou armazenados em depósitos até serem descartados como entulho. Agora, ganham mais um tempo de vida útil, ou são usados como matéria-prima para expressões artísticas.


O projeto faz parte do Programa Brasileiro de Inclusão Digital e é resultado de uma associação entre o Ministério do Planejamento e a Rede Marista de Educação e Solidariedade, parte da congregação católica dos Irmãos Maristas. Centros como o de Porto Alegre foram instalados em Minas Gerais e São Paulo, no sudeste e sul, e no Distrito Federal, centro do país. Como nos demais, o CRC de Porto Alegre fica em um bairro da periferia. Ali, 88 jovens de famílias vulneráveis recebem uma bolsa auxílio para aprender a desmontar, recondicionar, adaptar e montar equipamentos, instalar software livre, programar e configurar computadores.

Quando os materiais não podem ser reaproveitados, o próprio CRC se encarrega de dar um destino apropriado. Embora incipiente, está sendo desenvolvido no Brasil um mercado de empresas que coletam lixo eletrônico, composto sobretudo por placas de informática, telefonia e eletroeletrônicos.

Uma dessas empresas é a Lorene. “Processamos cerca de 200 toneladas de e-lixo por mês’, afirma seu gerente de produção, Eduardo Manuel Ribeiro de Almeida. Desse processo de purificação, emergem metais nobres, como ouro, prata, platina, paládio e cobre, que retornam ao ciclo produtivo, reduzindo a necessidade de extração de minerais da natureza, explica o engenheiro Almeida. O coordenador do CRC, Postingher, com formação em Teologia e pós-graduado em Informática, aponta os desafios futuros. “Em 2008, foram vendidos neste país 12 milhões de computadores. Isto significa que em dois ou três anos será preciso dar-lhes um destino final”, afirmou. Além da adaptação às novas tecnologias, é preciso formar profissionais com uma visão global.

Atento aos debates das tecnologias da informação verde, Postingher recorda que um dos principais problemas dos centros e indústrias da área de informática é economizar eletricidade. Uma possibilidade é contar com um único servidor virtual que administre dez serviços ao mesmo tempo, reduzindo a quantidade de computadores e de energia, afirma. Desta forma, o prejuízo ao meio ambiente é menor. “Esta mudança de mentalidade é difícil, pois todo mundo quer consumir. Os seres humanos devem ser preparados, e isso exige um processo educativo”, concluiu.

Fonte:

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lago Guaíba e o esgoto...


A Região Hidrográfica do Guaíba tem 84.763,54 Km², abrangendo mais de 250 municípios em 30% do território gaúcho, onde vivem mais de 6 milhões de habitantes, a grande maioria(83, 5%) no meio urbano e 16,5% em áreas rurais. A região é formada por nove bacias hidrográficas e responde por mais de 70% do PIB do Rio Grande do Sul. A intensa atividade econômica-industrial e agrícola- resulta numa acentuada pressão sobre os recursos naturais.

Os principais problemas ambientais nas áreas urbanas - principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre e na Aglomeração urbana do Nordeste - são a contaminação industrial, a disposição irregular de lixo e o lançamento de esgoto "in natura" nos rios, arroios e Lago Guaíba. Nas áreas rurais, os problemas relacionam-se à contaminação por agrotóxicos, desmatamento e ausência de saneamento.

(clique na imagem para ampliar)

A previsão do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE) é que só em 2030 o Guaíba estará livre do esgoto.

Essa previsão  consta de um folder distribuido pela prefeitura, sobre o Programa Integrado Sócio Ambiental. O programa é um conjunto de obras que vai ampliar o tratamento do esgoto em Porto Alegre. Hoje 73% do esgoto vai direto para o Guaiba.

Em 2012, segundo a prefeitura, quando o Socioambiental estiver concluído, o volume de esgoto lançado sem tratamento no lago estará reduzido para 23%. Para zerar o lançamento de esgoto bruto no manancial onde a cidade tira a água para beber, o DMAE quer prazo até 2030.


As obras do programa iniciaram em dezembro de 2007 e muitas já estão em fase de conclusão, como é o caso das redes da Restinga, Ponta Grossa e Cavalhada e a estação de bombeamento da Ponta da Cadeia. O Socioambiental conta com recursos do BID, da Caixa Federal e da prefeitura de Porto Alegre, num total de R$ 586,7 milhões.

domingo, 28 de março de 2010

Água poluída mata mais que violência...


Segundo a ONU, a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano.

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem atualmente por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, incluindo as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).


Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que 2 milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de 2 bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes. O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto. Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de 6 bilhões de pessoas, caminhando para mais de 9 bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."

Não precisamos ir muito longe para observar essa triste situação. Vejam no vídeo abaixo algumas imagens do nosso querido Lago Guaíba.



segunda-feira, 15 de março de 2010

Descarte de remédios vencidos...


Remédios vencidos não devem ser descartados diretamente no lixo comum. Como são produtos químicos, eles podem causar impacto ambiental, principalmente se entrarem em contato com recursos hídricos.

Quando o remédio vencido está na farmácia, é o próprio estabelecimento o responsável. Ele tem que dar a destinação correta ao lixo que produz, incluindo remédios com prazo de validade vencido. A medida está regulamentada na resolução 306, editada em dezembro de 2004 pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela prevê que cada farmácia deverá ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos, especificando onde o material será depositado e que empresa fará o transporte deste material. Tanto o transporte como a destinação devem ser realizados por empresas licenciadas nos órgãos ambientais estaduais competentes. No Rio Grande do Sul, o licenciamento é concedido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).

Embora médicos e profissionais de saúde cansem de alertar sobre os riscos da automedicação, é difícil encontrar quem não mantenha a chamada “farmacinha caseira”. No armário do banheiro, lá estão eles: remédios para febre, dor de cabeça, colírios, antiinflamatórios e até antibióticos. Mas o que fazer com esses medicamentos quando eles não são consumidos e perdem o prazo de validade? Embora muita gente não saiba, o lixo comum ou o vaso sanitário não são destinos corretos para esses produtos. Por conterem substâncias químicas, eles podem contaminar o solo e a água e oferecer riscos à saúde da população e de animais.

PARCERIA EM PORTO ALEGRE

A Prefeitura de Porto Alegre, por meio do Comitê Gestor de Educação Ambiental, lançou a campanha "Medicamento Vencido - Destino Ambientalmente Correto" em parceira com a farmácia de manipulação Pharma & Cia. Com isso a população pode dar o destino correto para os medicamentos domiciliares vencidos. A farmácia também aceita as bulas e caixas dos remédios, estas também são encaminhadas para a reciclagem de papel. Os medicamentos recebidos são encaminhados a Central de Resíduos Pró-Ambiente (Gravataí), que é licenciada pela FEPAM. Outros pontos de coleta:

- Rede Panvel de Farmácias, através do programa Destino Certo;
- Farmácia Popular do Brasil (Farmácia Escola da UFRGS, na Ramiro Barcelos, 2.500) Bairro Santana.

Fonte: adaptado de www.setorreciclagem.com.br, colaboração da colega Débora Koller.

sábado, 13 de março de 2010

Plástico


A leveza e a maleabilidade fazem do plástico um dos materiais preferidos para embalar e transportar produtos. Porém, a indústria plástica criou um dos maiores problemas ambientais deste século: a eliminação do lixo plástico.

Os materiais plásticos ocupam muito espaço nos aterros, devido a dificuldades de compactação e por sua baixa degradabilidade. As embalagens plásticas, lançadas indevidamente no ambiente, contribuem para entupimentos, propiciam condições de proliferação de vetores de doenças, prejudicam a navegação marítima e agridem a fauna aquática.


Geralmente, os plásticos manufaturados chegam ao final da vida útil praticamente sem modificações substanciais nas suas características físico-químicas. Entretanto, boa parte dos plásticos usados pode ser reciclada, resultando, daí, ganhos ambientais, econômicos e sociais.
                                                      
São muitos os benefícios da reciclagem do plástico. Em primeiro lugar, gera-se uma economia de energia e petróleo. Além disso, ocorre a aceleração da decomposição da matéria orgânica nos aterros sanitários, pois o plástico impermeabiliza as camadas de material biologicamente degradável, prejudicando a circulação de gases e líquidos. Por fim, ocorre uma redução do volume de lixo depositado em aterros, aumentando sua vida útil.


Poucas são as empresas que fazem todo o processo de reciclagem do plástico. O mais comum é:

1º Grupo » Empresas de comercialização de resíduos: compram a sucata plástica, separam, prensam em fardos e vendem o resíduo classificado.

2º Grupo » Empresas de transformação dos resíduos em grânulos: compram os resíduos já classificados e transformam em grânulos.

3º Grupo » Empresas de fabricação de novos produtos: compram os grânulos e transformam em novos produtos.


RECICLAGEM DE PET

PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens. Devido às suas características, o PET mostrou ser o recipiente ideal para a indústria de bebidas em todo o mundo. Porém, com o aumento do consumo, surgiu um grande desafio a ser resolvido: o que fazer com as embalagens já utilizadas e descartadas?

A coleta e a reciclagem da embalagem PET têm sido cada vez mais incentivada, permitindo o uso da matéria original para a fabricação de diversos produtos. Um dos mais interessantes é produção de fibras de poliéster. Essas fibras estão sendo largamente utilizadas na indústria têxtil e nas confecções.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Papel



A matéria-prima vegetal mais utilizada para a fabricação de papel é a madeira obtida em áreas de reflorestamento (na sua maioria, eucalipto e pinus). A matéria-prima é processada química ou mecanicamente, ou por uma combinação dos dois métodos, gerando a "pasta celulose". A pasta de celulose também pode ser obtida por meio da reciclagem do papel. Para produzir uma tonelada de papel são necessárias duas a três toneladas de madeira, uma grande quantidade de água e muita energia. A reciclagem de papel preserva as árvores que seriam cortadas para fabricá-lo, reduz a poluição do ar e da água, além de economizar energia.

• Reciclável: caixa de papelão, jornal, revista, impressos em geral, fotocópias, rascunhos, envelopes, papel timbrado, cartões, papel de fax.

• Não reciclável: papel sanitário, copos descartáveis, papel carbono, fotografias, fitas adesivas, etiquetas adesivas.


Ciclo da reciclagem:

1. O catador de recicláveis recebe o papel utilizado e o separa de acordo com o tipo.
2. Removem-se objetos como clips, grampos e plásticos, e o papel é organizado em "fardos", que são enviados para as indústrias papeleiras.
3. Os fardos são cortados em tiras e carregados por uma esteira até um enorme tanque de água quente chamado "hidropulper", que corta e agita o papel até ser transformado numa pasta de celulose.
4. A água é retirada da polpa por drenagem, eliminando-se também por esse processo impurezas como fibras ou arames.
5. Produtos químicos e corantes podem ser adicionados à polpa antes de ser processada em uma outra máquina.
6. A polpa preparada é jogada sobre uma tela de arame que funciona como peneira. A água passa através das malhas deixando somente as fibras agregadas que se transformarão no papel.
7. A água deixada nas fibras é prensada e o papel é secado por meio de rolos e pesados cilindros aquecidos a vapor.
8. A superfície do papel é alisada, sendo depois enrolado em bobinas. E está pronto para ser utilizado novamente.


A reciclagem do papel gera economia dos seguintes recursos naturais:

- Madeira: uma tonelada de aparas pode substituir de 2 a 4 m3 de madeira, conforme o tipo de papel a ser fabricado.

- Água: na fabricação de 1 tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2 mil litros de água, ao passo que, no processo tradicional, esse volume pode chegar a 100 mil litros por tonelada.

- Energia: em média, economiza-se metade da energia, podendo-se chegar a 80% de economia quando se comparam papéis reciclados simples com papéis virgens feitos com pasta de refinador.





domingo, 14 de fevereiro de 2010

Descarte de resíduos de construção e podas em Porto Alegre



Os resíduos da construção civil, de escavação de solos e os resultantes de remoções de vegetação devem ser dispostos em locais adequados às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). De acordo com essas normas, a responsabilidade pelo descarte desses resíduos é dos próprios geradores.  O DMLU disponibiliza à população aterros especialmente construídos para o descarte de resíduos classificados pelo CONAMA como "A" (caliça, solos e rochas).

 


O Aterro Anchieta, situado na Av. das Indústrias, n.º 1395, Bairro São João, recebe somente resíduos da construção civil e de escavações. Não é permitido o descarte de podas e vegetação. A Central Serraria II, situada na Estrada da Serraria, n° 300, Bairro Serraria, além de receber os resíduos de construção civil e de escavação, também recebe resíduos arbóreos, provenientes de podas e remoção de vegetação, onde são triados e reaproveitados como lenha e composto orgânico.





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sustentabilidade ambiental será um dos critérios para contratação de obras ou serviços pela Administração Pública Federal


Muitos consumidores já praticam no seu dia-a-dia a escolha de produtos que causam menos impacto ambiental e consomem menos recursos naturais. É o caso dos eletrodomésticos que consomem menos energia no seu funcionaento, dos alimentos orgânicos e dos produtos feitos com material reciclado, por exemplo.

A partir do mês de fevereiro deste ano, orgãos e entidades da administração pública federal também deverão utilizar a sustentabilidade ambiental como critério, não só para a aquisição de bens, mas também para a contratação de obras e serviços. É o que consta na Instrução Normativa Nº1, de 19 de janeiro de 2010, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 


No que diz respeito às obras públicas, estas devem ser projetadas visando à economia da manutenção e operacionalização da edificação, a redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental, tais como:

I - uso de equipamentos de climatização mecânica, ou de novas tecnologias de resfriamento do ar, que utilizem energia elétrica, apenas nos ambientes aonde for indispensável;
II - automação da iluminação do prédio, projeto de iluminação, interruptores, iluminação ambiental, iluminação tarefa, uso de sensores de presença;
III - uso exclusivo de lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares de alto rendimento e de luminárias eficientes;
IV - energia solar, ou outra energia limpa para aquecimento de água;
V - sistema de medição individualizado de consumo de água e energia;
VI - sistema de reuso de água e de tratamento de efluentes gerados;
VII - aproveitamento da água da chuva, agregando ao sistema hidráulico elementos que possibilitem a captação, transporte, armazenamento e seu aproveitamento;
VIII - utilização de materiais que sejam reciclados, reutilizados e biodegradáveis, e que reduzam a necessidade de manutenção;
IX - comprovação da origem da madeira a ser utilizada na execução da obra ou serviço.

 


Além disso, a Instrução Normativa prevê que os instrumentos convocatórios e contratos de obras e serviços de engenharia deverão exigir o uso obrigatório de agregados reciclados nas obras contratadas, sempre que existir a oferta destes com capacidade de suprimento e custo inferior em relação aos agregados reciclados.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reduzindo o consumo de energia no verão!


O horário de verão existe no Brasil desde o ano de 1932, com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica. Em 2009 ele teve início no dia 18 de outubro, e vai até dia 21 de fevereiro de 2010. Portanto, ainda temos alguns dias para buscar o aproveitamento da luz natural, especialmente no período do entardecer e início da noite (entre 18h e 20h).

De acordo com o site do Ministério de Minas e Energia, no ano passado houve uma economia de cerca de R$ 4 bilhões no país, além, é claro, de redução do consumo de bens naturais. A redução do consumo de energia pode chegar a 5% durante o período do horário de verão, estação que normalmente tem um aumento no uso de eletrodomésticos como ventiladores, geladeiras, freezer e ar-condicionado, devido às altas temperaturas.

Pensando nos dias de verão que ainda estão por vir, resolvemos reunir algumas dicas de economia de energia que podem ajuda-los a ter um verão mais econômico e responsável com a saúde do mundo:

 


• Se possível, use aparelhos elétricos fora do horário de pico (18 às 21h);
• Eletrodomésticos, como geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, motores, coletores solares e lâmpadas, têm consumo medido por centros de pesquisas do governo e os mais eficientes ganham o Selo PROCEL. Na hora da compra, escolha esses modelos;
• Ao viajar, desligue a chave-geral;
• Tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de benjamins;
• Use fios de bitola adequada. Na hora de fazer a instalação, consulte sempre um técnico especializado;
• Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de energia.

As dicas foram retiradas do site do PROCEL, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Lá vocês também encontram dicas específicas para cada tipo de eletrodoméstico e até elevadores e condomínios. Vale a pena dar uma lida!

Um abraço da Equipe ECOPOA.


Calor intenso é responsável por aumento no consumo de energia...


O chefe da divisão em eficiência energética em equipamentos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), Rafael Meireles, disse que o intenso calor dos últimos dias tem aumentado o consumo de energia, pois faz com que as pessoas utilizem mais alguns equipamentos elétricos como ventiladores e ar-condicionados.

Segundo o especialista, alguns cuidados básicos podem ser tomados para que o consumo excessivo de energia seja evitado. Como por exemplos, observar a existência do selo de qualidade do Procel na hora de comprar os equipamentos elétricos. "O calor tem contribuído para o crescente consumo de energia, porque as pessoas acabam usando mais equipamentos elétricos, como ventiladores e ar condicionado. Por isso, uma dica é verificar a existência do selo PROCEL na compra de equipamentos elétricos".

 


Rafael Meireles recomenda ainda que é necessário observar o estado de conservação e vida útil dos eletrodomésticos. "É importante conferir se a borracha da geladeira continua vedando, fazer limpeza constante do ar-condicionado e trocar os equipamentos antigos".


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lâmpadas Econômicas


A lâmpada de bulbo, também conhecida como lâmpada incandescente tem um filamento de tungstênio muito fino dentro de um bulbo. Elas adquirem normalmente os valores 60 watt, 75 watt, 100 watt e assim por diante.

A idéia básica por trás destas lâmpadas é simples. A corrente elétrica passa pelo filamento; como o filamento é bem fino, oferece resistência a passagem da corrente, e esta resistência transforma a energia elétrica em calor. O calor faz o filamento aquecido emitir luz. O filamento literalmente emite luz por causa do calor.




O problema com as lâmpadas incandescentes é que o calor desperdiça muita eletricidade. Calor não é luz, e o propósito da lâmpada incandescente é emitir luz. Assim toda a energia gasta criando calor é um desperdício. Lâmpadas incandescentes são assim muito ineficientes. Elas produzem aproximadamente 15 lumes por watt gasto.

Uma lâmpada fluorescente usa um método completamente diferente para produzir luz. Em um tubo fluorescente há eletrodos nas extremidades do tubo e um gás que contêm argônio e vapor de mercúrio. Um fluxo de elétrons atravessa o gás de um eletrodo para o outro. Estes elétrons batem nos átomos de mercúrio e os excitam. Quando os átomos de mercúrio retornam ao estado não-excitado, eles emitem fótons ultravioletas. Estes fótons batem no fósforo que reveste o interior do tubo fluorescente, e este fósforo emite luz visível.




Uma lâmpada fluorescente produz menos calor, assim é muito mais eficiente. Uma lâmpada fluorescente pode produzir entre 50 e 100 lumes por watt. Isto torna as lâmpadas fluorescentes quatro a seis vezes mais eficientes que as incandescentes. Por isso você pode comprar uma lâmpada fluorescente de 15 watt que produzirá a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 60 watt incandescente.