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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Descarte de resíduos de construção e podas em Porto Alegre



Os resíduos da construção civil, de escavação de solos e os resultantes de remoções de vegetação devem ser dispostos em locais adequados às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). De acordo com essas normas, a responsabilidade pelo descarte desses resíduos é dos próprios geradores.  O DMLU disponibiliza à população aterros especialmente construídos para o descarte de resíduos classificados pelo CONAMA como "A" (caliça, solos e rochas).

 


O Aterro Anchieta, situado na Av. das Indústrias, n.º 1395, Bairro São João, recebe somente resíduos da construção civil e de escavações. Não é permitido o descarte de podas e vegetação. A Central Serraria II, situada na Estrada da Serraria, n° 300, Bairro Serraria, além de receber os resíduos de construção civil e de escavação, também recebe resíduos arbóreos, provenientes de podas e remoção de vegetação, onde são triados e reaproveitados como lenha e composto orgânico.





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sustentabilidade ambiental será um dos critérios para contratação de obras ou serviços pela Administração Pública Federal


Muitos consumidores já praticam no seu dia-a-dia a escolha de produtos que causam menos impacto ambiental e consomem menos recursos naturais. É o caso dos eletrodomésticos que consomem menos energia no seu funcionaento, dos alimentos orgânicos e dos produtos feitos com material reciclado, por exemplo.

A partir do mês de fevereiro deste ano, orgãos e entidades da administração pública federal também deverão utilizar a sustentabilidade ambiental como critério, não só para a aquisição de bens, mas também para a contratação de obras e serviços. É o que consta na Instrução Normativa Nº1, de 19 de janeiro de 2010, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 


No que diz respeito às obras públicas, estas devem ser projetadas visando à economia da manutenção e operacionalização da edificação, a redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental, tais como:

I - uso de equipamentos de climatização mecânica, ou de novas tecnologias de resfriamento do ar, que utilizem energia elétrica, apenas nos ambientes aonde for indispensável;
II - automação da iluminação do prédio, projeto de iluminação, interruptores, iluminação ambiental, iluminação tarefa, uso de sensores de presença;
III - uso exclusivo de lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares de alto rendimento e de luminárias eficientes;
IV - energia solar, ou outra energia limpa para aquecimento de água;
V - sistema de medição individualizado de consumo de água e energia;
VI - sistema de reuso de água e de tratamento de efluentes gerados;
VII - aproveitamento da água da chuva, agregando ao sistema hidráulico elementos que possibilitem a captação, transporte, armazenamento e seu aproveitamento;
VIII - utilização de materiais que sejam reciclados, reutilizados e biodegradáveis, e que reduzam a necessidade de manutenção;
IX - comprovação da origem da madeira a ser utilizada na execução da obra ou serviço.

 


Além disso, a Instrução Normativa prevê que os instrumentos convocatórios e contratos de obras e serviços de engenharia deverão exigir o uso obrigatório de agregados reciclados nas obras contratadas, sempre que existir a oferta destes com capacidade de suprimento e custo inferior em relação aos agregados reciclados.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reduzindo o consumo de energia no verão!


O horário de verão existe no Brasil desde o ano de 1932, com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica. Em 2009 ele teve início no dia 18 de outubro, e vai até dia 21 de fevereiro de 2010. Portanto, ainda temos alguns dias para buscar o aproveitamento da luz natural, especialmente no período do entardecer e início da noite (entre 18h e 20h).

De acordo com o site do Ministério de Minas e Energia, no ano passado houve uma economia de cerca de R$ 4 bilhões no país, além, é claro, de redução do consumo de bens naturais. A redução do consumo de energia pode chegar a 5% durante o período do horário de verão, estação que normalmente tem um aumento no uso de eletrodomésticos como ventiladores, geladeiras, freezer e ar-condicionado, devido às altas temperaturas.

Pensando nos dias de verão que ainda estão por vir, resolvemos reunir algumas dicas de economia de energia que podem ajuda-los a ter um verão mais econômico e responsável com a saúde do mundo:

 


• Se possível, use aparelhos elétricos fora do horário de pico (18 às 21h);
• Eletrodomésticos, como geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, motores, coletores solares e lâmpadas, têm consumo medido por centros de pesquisas do governo e os mais eficientes ganham o Selo PROCEL. Na hora da compra, escolha esses modelos;
• Ao viajar, desligue a chave-geral;
• Tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de benjamins;
• Use fios de bitola adequada. Na hora de fazer a instalação, consulte sempre um técnico especializado;
• Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de energia.

As dicas foram retiradas do site do PROCEL, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Lá vocês também encontram dicas específicas para cada tipo de eletrodoméstico e até elevadores e condomínios. Vale a pena dar uma lida!

Um abraço da Equipe ECOPOA.


Calor intenso é responsável por aumento no consumo de energia...


O chefe da divisão em eficiência energética em equipamentos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), Rafael Meireles, disse que o intenso calor dos últimos dias tem aumentado o consumo de energia, pois faz com que as pessoas utilizem mais alguns equipamentos elétricos como ventiladores e ar-condicionados.

Segundo o especialista, alguns cuidados básicos podem ser tomados para que o consumo excessivo de energia seja evitado. Como por exemplos, observar a existência do selo de qualidade do Procel na hora de comprar os equipamentos elétricos. "O calor tem contribuído para o crescente consumo de energia, porque as pessoas acabam usando mais equipamentos elétricos, como ventiladores e ar condicionado. Por isso, uma dica é verificar a existência do selo PROCEL na compra de equipamentos elétricos".

 


Rafael Meireles recomenda ainda que é necessário observar o estado de conservação e vida útil dos eletrodomésticos. "É importante conferir se a borracha da geladeira continua vedando, fazer limpeza constante do ar-condicionado e trocar os equipamentos antigos".


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lâmpadas Econômicas


A lâmpada de bulbo, também conhecida como lâmpada incandescente tem um filamento de tungstênio muito fino dentro de um bulbo. Elas adquirem normalmente os valores 60 watt, 75 watt, 100 watt e assim por diante.

A idéia básica por trás destas lâmpadas é simples. A corrente elétrica passa pelo filamento; como o filamento é bem fino, oferece resistência a passagem da corrente, e esta resistência transforma a energia elétrica em calor. O calor faz o filamento aquecido emitir luz. O filamento literalmente emite luz por causa do calor.




O problema com as lâmpadas incandescentes é que o calor desperdiça muita eletricidade. Calor não é luz, e o propósito da lâmpada incandescente é emitir luz. Assim toda a energia gasta criando calor é um desperdício. Lâmpadas incandescentes são assim muito ineficientes. Elas produzem aproximadamente 15 lumes por watt gasto.

Uma lâmpada fluorescente usa um método completamente diferente para produzir luz. Em um tubo fluorescente há eletrodos nas extremidades do tubo e um gás que contêm argônio e vapor de mercúrio. Um fluxo de elétrons atravessa o gás de um eletrodo para o outro. Estes elétrons batem nos átomos de mercúrio e os excitam. Quando os átomos de mercúrio retornam ao estado não-excitado, eles emitem fótons ultravioletas. Estes fótons batem no fósforo que reveste o interior do tubo fluorescente, e este fósforo emite luz visível.




Uma lâmpada fluorescente produz menos calor, assim é muito mais eficiente. Uma lâmpada fluorescente pode produzir entre 50 e 100 lumes por watt. Isto torna as lâmpadas fluorescentes quatro a seis vezes mais eficientes que as incandescentes. Por isso você pode comprar uma lâmpada fluorescente de 15 watt que produzirá a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 60 watt incandescente.



 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Praia e lixo não combinam!


Atualmente, o lixo deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas e tornou-se um dos principais grupos de poluentes em ecossistemas marinhos. Juntamente com outros grupos de poluentes, como petróleo, metais pesados e nutrientes, o lixo tem ameaçado a saúde do ambiente marinho de diversas maneiras.



Os impactos ambientais mais evidentes estão relacionados à morte de animais. Esse problema tem sido considerado tão grave, que já existem registros de ingestão ou enredamento em lixo para a maioria das espécies existentes de mamíferos, aves e tartarugas marinhas. Muitos animais confundem resíduos plásticos com seu alimento natural. Sua ingestão pode causar o bloqueio do trato digestivo e/ou sensação de inanição, matando ou causando sérios problemas à sobrevivência do animal. O enredamento em materiais sintéticos, como resíduos de pesca, também é muito perigoso. Isso tem afetado especialmente populações de animais com hábitos curiosos, como focas e gaivotas, seja no Havaí ou em ilhas sub-antárticas.




Em estudos realizados sobre a quantidade e composição de resíduos flutuantes, em praias, e/ou depositados no leito marinho, os plásticos são os mais freqüentes. Fatores como seu elevado tempo de decomposição, sua abundante utilização pela sociedade moderna e ineficácia ou inexistência de programas de gerenciamento de resíduos sólidos explicam essa constatação. Um tipo de plástico pouco conhecido são as esférulas plásticas, nibs ou pellets. Os nibs possuem poucos milímetros de diâmetro e são matéria prima para a fabricação de produtos plásticos, sendo perdidos em grande quantidade durante seu manuseio e transporte. Na Nova Zelândia, por exemplo, foram verificados depósitos com mais de 100.000 esférulas por metro linear de praia. No Brasil, os nibs já foram observados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Bahia, mas provavelmente ocorrem em todo litoral. Apesar do pequeno tamanho, os nibs causam grande preocupação, visto que inúmeras espécies de aves têm ingerido esse tipo de material e, além do dano físico, os nibs podem ser vetores de poluentes químicos, como agrotóxicos, aderidos em sua superfície externa.




O lixo depositado nas praias brasileiras pode ter sido deixado pelos banhistas, transportado pelos rios que cruzam zonas urbanas ou trazido pelas correntes marinhas. Juntos, os ventos alísios (de nordeste) e o padrão de circulação superficial do oceano Atlântico Sul favorecem o transporte dos resíduos flutuantes jogados no mar pelos navios para as praias brasileiras.

Em área de reprodução de tartarugas marinhas, o impacto se agrava, pois além dos obstáculos naturais, as tartarugas precisam superar o lixo flutuante e aquele depositado na praia para garantir sua sobrevivência.

Além dos danos à vida marinha, o lixo no litoral brasileiro entra em conflito com uma das principais atividades econômicas da região: o turismo. As pesquisas realizadas no Brasil e em outros países mostram que o lixo nas praias também pode causar ferimentos nos banhistas, diminuição das atividades turísticas e danos a embarcações. Por exemplo, na África do Sul, o prejuízo causado pelo lixo ao turismo é da ordem de milhões de dólares; no litoral sul do Brasil foi observado que cerca de 20% dos banhistas já sofreram algum tipo de ferimento associado a lixo em praia; enquanto em algumas regiões dos Estados Unidos o entupimento da entrada de água para a refrigeração do motor com plásticos é a principal causa de danos a embarcações.




O monitoramento da chegada do lixo internacional em cerca de 70 km de praias praticamente desabitadas no litoral norte da Bahia a partir de 2001 registrou embalagens de mais de 60 países. Estados Unidos, Itália e África do Sul são os países com maior número de embalagens. O plástico é o material mais freqüente, seguido por metais. Isso aumenta ainda mais a gravidade do problema, considerando o elevado tempo de decomposição destes materiais. Atualmente o monitoramento é realizado em um trecho de 141,5 km no litoral norte brasileiro.

Outro poluente pouco conhecido que tem sido monitorado são os sinalizadores (lightsticks) utilizados na pesca de espinhel ou por mergulhadores. Esses sinalizadores são uma embalagem de plástico contento líquido oleoso que produz luminosidade por aproximadamente 12 horas. Perdidos ou jogados no mar, os sinalizadores também se acumulam nas praias. Eles têm sido utilizados inconseqüentemente pela população local para acender fogo, como chaveiros, lubrificantes e até mesmo como bronzeadores, óleo para massagens contra dores musculares e para curar micoses, vitiligo e reumatismo! Apesar dos fabricantes afirmarem que seu produto não é tóxico no caso de contato acidental com a pele, o resultado do seu uso sistêmico e contínuo é desconhecido em longo prazo, podendo se tornar um problema de saúde pública se não for devidamente investigado e avaliado.

A solução dos problemas aqui descritos passa essencialmente pelo conhecimento científico das origens e impactos dos poluentes em ambiente marinho, afinal apenas problemas devidamente conhecidos podem ser gerenciados. A expansão de alguns trabalhos de educação ambiental que minimizem este problema e a busca pela diminuição da poluição marinha por resíduos sólidos dependem muito de novas articulações. É preciso que cada um faça a sua parte, por isso, pense bem antes de “esquecer” uma garrafa PET na areia ou “deixar que o vento leve” a embalagem de seu picolé...




Pense bem antes de deixar seu lixo na praia. O mundo conta com você, as tartarugas agradecem e o oceano fica mais feliz.
 
A Equipe ECOPOA agradece e deseja a todos boas férias.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A História das Coisas



Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo. Revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo. O vídeo é narrado por uma simpática ativista chamada Annie Leonard. Segundo o vídeo, ela gastou dez anos viajando pelo mundo em atividades contra a agressão ao meio-ambiente. Nessas viagens, ela conseguiu ter uma bela visão de como funciona nosso meio de produção hoje em dia. Apesar de o vídeo ser voltado para a população americana (que representa apenas 5% da população mundial, mas consomem 25% de todos os recursos produzidos em nosso planeta) serve também para as classes sociais brasileiras mais altas, que se assemelham ao estilo de vida americano.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas. Confira o vídeo abaixo: