Pesquisa personalizada

terça-feira, 25 de maio de 2010

EcoDuto


Lembram-se do post “O Destino dos Pneus Usados”, de dezembro de 2009? Pois vejam uma alternativa para o problema, O EcoDuto!


O EcoDuto é um sistema de saneamento que retira o pneu radial da natureza, resolvendo o passivo ambiental gerado por este resíduo. Com uma tecnologia de tensionamento, produz dutos, biodigestores, filtros anaeróbios e coletores de água. Ecodutos confeccionados com pneus de carga têm diâmetro interno de 60 cm e comprimento de 1,40 m, utilizando seis pneus radiais por tubo. Já os confeccionados com pneus de passeio têm diâmetro interno de 33cm e comprimento de 1 metro usando 8 pneus.

O Sistema tem alcance social positivo, pois trabalha com cooperativas de catadores e fomenta a criação de frentes de trabalho na execução do saneamento, além de eliminar focos e vetores, melhorando as condições de saúde e habitabilidade das periferias da maioria das cidades brasileiras.

O custo energético de reciclar um pneu radial separando o aço da borracha é muito elevado e envolve o uso de combustíveis no processo o que aumenta a produção de CO2 e gases do efeito estufa. O EcoDuto é uma solução que usa tecnologia limpa e amplia as possibilidades de  renda ao dar ao resíduo um valor comercial que estimula a coleta e seu beneficiamento.

Esta nova tecnologia tem elevado alcance ecológico-social, multiplicação rápida e está formando uma rede de saneamento ambiental necessária a maioria das cidades que sofrem com a deposição de pneus inservíveis no meio ambiente, à medida que aumenta a frota de veículos e a geração deste descarte, gerando forte passivo ambiental.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lixo eletrônico


Existe até um nome para esse tipo de sujeira: e-lixo. São os entulhos de computadores velhos abandonados ao ar livre. E haja lixo. São 20 milhões de toneladas de detritos no mundo inteiro, estima reportagem da revista Business Week. Esse acúmulo tende a aumentar. Segundo dados do Greenpeace, em 1997 a vida útil de um computador pessoal era de seis anos - em 2005 era de dois anos. O tempo diminui devido à corrida tecnológica.

Qual é o risco oferecido por essa sujeira? Além do aspecto degradante, as peças possuem substâncias tóxicas, como chumbo, níquel, arsênico e mercúrio, que ameaçam a água, o solo e o ar quando essas máquinas acabam parando em lixões.


As empresas tentam mudar a imagem de poluidoras. A Dell prometeu não utilizar substâncias tóxicas até 2009, além de plantar uma árvore para cada novo computador vendido. HP, Sony, Toshiba e Apple se comprometeram a criar programas de reciclagem.

A substituição das partes não-biodegradáveis por materiais menos poluentes é uma alternativa, mas está longe de ser viabilizada com a tecnologia atual. Isso também elevaria o preço do produto - e nenhum consumidor quer arcar com os custos.


Mas Porto Alegre está contando uma história diferente. Com peças de um e de outro equipamento sem uso, os alunos do Centro de Recuperação de Computadores (CRC) de Porto Alegre colocaram em funcionamento 1700 máquinas em três anos de trabalho, que serão distribuídos em escolas, ONGs e centros de informática, aproximando a tecnologia das pessoas que ainda estão longe dela nesta cidade de 1,5 milhões de habitantes.

A matéria-prima do CRC é o lixo eletrônico descartado pelo governo federal, bancos, empresas e usuários individuais, que trocam seus computadores por outros mais modernos ou não conseguem consertá-los. Antes, computadores, impressoras e acessórios eram jogados em aterros sanitários ou armazenados em depósitos até serem descartados como entulho. Agora, ganham mais um tempo de vida útil, ou são usados como matéria-prima para expressões artísticas.


O projeto faz parte do Programa Brasileiro de Inclusão Digital e é resultado de uma associação entre o Ministério do Planejamento e a Rede Marista de Educação e Solidariedade, parte da congregação católica dos Irmãos Maristas. Centros como o de Porto Alegre foram instalados em Minas Gerais e São Paulo, no sudeste e sul, e no Distrito Federal, centro do país. Como nos demais, o CRC de Porto Alegre fica em um bairro da periferia. Ali, 88 jovens de famílias vulneráveis recebem uma bolsa auxílio para aprender a desmontar, recondicionar, adaptar e montar equipamentos, instalar software livre, programar e configurar computadores.

Quando os materiais não podem ser reaproveitados, o próprio CRC se encarrega de dar um destino apropriado. Embora incipiente, está sendo desenvolvido no Brasil um mercado de empresas que coletam lixo eletrônico, composto sobretudo por placas de informática, telefonia e eletroeletrônicos.

Uma dessas empresas é a Lorene. “Processamos cerca de 200 toneladas de e-lixo por mês’, afirma seu gerente de produção, Eduardo Manuel Ribeiro de Almeida. Desse processo de purificação, emergem metais nobres, como ouro, prata, platina, paládio e cobre, que retornam ao ciclo produtivo, reduzindo a necessidade de extração de minerais da natureza, explica o engenheiro Almeida. O coordenador do CRC, Postingher, com formação em Teologia e pós-graduado em Informática, aponta os desafios futuros. “Em 2008, foram vendidos neste país 12 milhões de computadores. Isto significa que em dois ou três anos será preciso dar-lhes um destino final”, afirmou. Além da adaptação às novas tecnologias, é preciso formar profissionais com uma visão global.

Atento aos debates das tecnologias da informação verde, Postingher recorda que um dos principais problemas dos centros e indústrias da área de informática é economizar eletricidade. Uma possibilidade é contar com um único servidor virtual que administre dez serviços ao mesmo tempo, reduzindo a quantidade de computadores e de energia, afirma. Desta forma, o prejuízo ao meio ambiente é menor. “Esta mudança de mentalidade é difícil, pois todo mundo quer consumir. Os seres humanos devem ser preparados, e isso exige um processo educativo”, concluiu.

Fonte:

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lago Guaíba e o esgoto...


A Região Hidrográfica do Guaíba tem 84.763,54 Km², abrangendo mais de 250 municípios em 30% do território gaúcho, onde vivem mais de 6 milhões de habitantes, a grande maioria(83, 5%) no meio urbano e 16,5% em áreas rurais. A região é formada por nove bacias hidrográficas e responde por mais de 70% do PIB do Rio Grande do Sul. A intensa atividade econômica-industrial e agrícola- resulta numa acentuada pressão sobre os recursos naturais.

Os principais problemas ambientais nas áreas urbanas - principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre e na Aglomeração urbana do Nordeste - são a contaminação industrial, a disposição irregular de lixo e o lançamento de esgoto "in natura" nos rios, arroios e Lago Guaíba. Nas áreas rurais, os problemas relacionam-se à contaminação por agrotóxicos, desmatamento e ausência de saneamento.

(clique na imagem para ampliar)

A previsão do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE) é que só em 2030 o Guaíba estará livre do esgoto.

Essa previsão  consta de um folder distribuido pela prefeitura, sobre o Programa Integrado Sócio Ambiental. O programa é um conjunto de obras que vai ampliar o tratamento do esgoto em Porto Alegre. Hoje 73% do esgoto vai direto para o Guaiba.

Em 2012, segundo a prefeitura, quando o Socioambiental estiver concluído, o volume de esgoto lançado sem tratamento no lago estará reduzido para 23%. Para zerar o lançamento de esgoto bruto no manancial onde a cidade tira a água para beber, o DMAE quer prazo até 2030.


As obras do programa iniciaram em dezembro de 2007 e muitas já estão em fase de conclusão, como é o caso das redes da Restinga, Ponta Grossa e Cavalhada e a estação de bombeamento da Ponta da Cadeia. O Socioambiental conta com recursos do BID, da Caixa Federal e da prefeitura de Porto Alegre, num total de R$ 586,7 milhões.

domingo, 28 de março de 2010

Água poluída mata mais que violência...


Segundo a ONU, a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano.

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem atualmente por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, incluindo as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).


Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que 2 milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de 2 bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes. O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto. Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de 6 bilhões de pessoas, caminhando para mais de 9 bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."

Não precisamos ir muito longe para observar essa triste situação. Vejam no vídeo abaixo algumas imagens do nosso querido Lago Guaíba.



segunda-feira, 15 de março de 2010

Descarte de remédios vencidos...


Remédios vencidos não devem ser descartados diretamente no lixo comum. Como são produtos químicos, eles podem causar impacto ambiental, principalmente se entrarem em contato com recursos hídricos.

Quando o remédio vencido está na farmácia, é o próprio estabelecimento o responsável. Ele tem que dar a destinação correta ao lixo que produz, incluindo remédios com prazo de validade vencido. A medida está regulamentada na resolução 306, editada em dezembro de 2004 pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela prevê que cada farmácia deverá ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos, especificando onde o material será depositado e que empresa fará o transporte deste material. Tanto o transporte como a destinação devem ser realizados por empresas licenciadas nos órgãos ambientais estaduais competentes. No Rio Grande do Sul, o licenciamento é concedido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).

Embora médicos e profissionais de saúde cansem de alertar sobre os riscos da automedicação, é difícil encontrar quem não mantenha a chamada “farmacinha caseira”. No armário do banheiro, lá estão eles: remédios para febre, dor de cabeça, colírios, antiinflamatórios e até antibióticos. Mas o que fazer com esses medicamentos quando eles não são consumidos e perdem o prazo de validade? Embora muita gente não saiba, o lixo comum ou o vaso sanitário não são destinos corretos para esses produtos. Por conterem substâncias químicas, eles podem contaminar o solo e a água e oferecer riscos à saúde da população e de animais.

PARCERIA EM PORTO ALEGRE

A Prefeitura de Porto Alegre, por meio do Comitê Gestor de Educação Ambiental, lançou a campanha "Medicamento Vencido - Destino Ambientalmente Correto" em parceira com a farmácia de manipulação Pharma & Cia. Com isso a população pode dar o destino correto para os medicamentos domiciliares vencidos. A farmácia também aceita as bulas e caixas dos remédios, estas também são encaminhadas para a reciclagem de papel. Os medicamentos recebidos são encaminhados a Central de Resíduos Pró-Ambiente (Gravataí), que é licenciada pela FEPAM. Outros pontos de coleta:

- Rede Panvel de Farmácias, através do programa Destino Certo;
- Farmácia Popular do Brasil (Farmácia Escola da UFRGS, na Ramiro Barcelos, 2.500) Bairro Santana.

Fonte: adaptado de www.setorreciclagem.com.br, colaboração da colega Débora Koller.

sábado, 13 de março de 2010

Plástico


A leveza e a maleabilidade fazem do plástico um dos materiais preferidos para embalar e transportar produtos. Porém, a indústria plástica criou um dos maiores problemas ambientais deste século: a eliminação do lixo plástico.

Os materiais plásticos ocupam muito espaço nos aterros, devido a dificuldades de compactação e por sua baixa degradabilidade. As embalagens plásticas, lançadas indevidamente no ambiente, contribuem para entupimentos, propiciam condições de proliferação de vetores de doenças, prejudicam a navegação marítima e agridem a fauna aquática.


Geralmente, os plásticos manufaturados chegam ao final da vida útil praticamente sem modificações substanciais nas suas características físico-químicas. Entretanto, boa parte dos plásticos usados pode ser reciclada, resultando, daí, ganhos ambientais, econômicos e sociais.
                                                      
São muitos os benefícios da reciclagem do plástico. Em primeiro lugar, gera-se uma economia de energia e petróleo. Além disso, ocorre a aceleração da decomposição da matéria orgânica nos aterros sanitários, pois o plástico impermeabiliza as camadas de material biologicamente degradável, prejudicando a circulação de gases e líquidos. Por fim, ocorre uma redução do volume de lixo depositado em aterros, aumentando sua vida útil.


Poucas são as empresas que fazem todo o processo de reciclagem do plástico. O mais comum é:

1º Grupo » Empresas de comercialização de resíduos: compram a sucata plástica, separam, prensam em fardos e vendem o resíduo classificado.

2º Grupo » Empresas de transformação dos resíduos em grânulos: compram os resíduos já classificados e transformam em grânulos.

3º Grupo » Empresas de fabricação de novos produtos: compram os grânulos e transformam em novos produtos.


RECICLAGEM DE PET

PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens. Devido às suas características, o PET mostrou ser o recipiente ideal para a indústria de bebidas em todo o mundo. Porém, com o aumento do consumo, surgiu um grande desafio a ser resolvido: o que fazer com as embalagens já utilizadas e descartadas?

A coleta e a reciclagem da embalagem PET têm sido cada vez mais incentivada, permitindo o uso da matéria original para a fabricação de diversos produtos. Um dos mais interessantes é produção de fibras de poliéster. Essas fibras estão sendo largamente utilizadas na indústria têxtil e nas confecções.