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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Iluminação dispersiva...



O jornal Fala Bom Fim, em sua edição de setembro de 2009, traz interessante matéria a respeito da iluminação pública. O jornal traz a opinião do especialista Assis Aymoré, com formação em planejamento estratégico aplicado ao manejo do meio ambiente no município. Segundo ele, a iluminação aberta e dispersiva vem sendo combatida em todo o mundo, pois acarreta um desperdício de até 30% de energia. O direcionamento dos raios e ondas de luz agride os transeuntes com a luz direta nos olhos, podendo causar acidentes principalmente em idosos, crianças e quem usa óculos e lentes. Esta matéria nos instigou a buscar mais informações a respeito do tema.

Mas o que é a iluminação dispersiva?

Uma lâmpada dispersiva é aquela que emite luz em ângulos acima de 70 graus a partir de uma linha imaginária traçada entre a lâmpada e o chão (veja a figura abaixo).




Acima dessa área de iluminação, a luz não é aproveitada sendo enviada para a atmosfera. Toda a luz emitida horizontalmente e para cima, em nada contribui para a iluminação noturna útil, uma vez que a única luz que realmente importa é aquela dirigida para o solo adjacente à fonte. Isso torna a iluminação pública um dos setores onde o consumo de energia é desproporcionalmente grande em relação aos benefícios gerados.




Nesses casos os raios não são direcionados para o solo ou objetos que os absorvam, então viajam através da atmosfera até serem absorvidos por nuvens, aves, insetos ou partículas suspensas no ar. Esse último caso é o responsável direto pelos sky glows, os clarões que aparecem sobre os grandes centros urbanos à noite.




Esses clarões são estudados na biologia pela interferência no comportamento animal. O estudo Entendendo e resolvendo os problemas de poluição luminosa em praias de desova de tartarugas  (Understanding and Resolving Light-Pollution Problems on Sea Turtle Nesting Beaches), da Press Washington, mostra que a luz branca interrompe o comportamento natural de peixes e atrai aves. Os especialistas sugerem que a navegação das aves que se orientam pelo horizonte é quebrada pelos sky glows. A luz artificial também interfere no comportamento de predadores noturnos e transpiração de plantas.

Outros endereços interessantíssimos para quem quiser saber mais sobre o assunto:


segunda-feira, 19 de outubro de 2009



Pessoal, estamos na famosa Semana Acadêmica da UFRGS, que para muitos trás um merecido descanso, mas que, além disso, é uma ótima oportunidade de enriquecimento e confraternização para os estudantes que organizaram o evento.

O curso de Engenharia Ambiental foi um desses. Segue abaixo algumas informações importantes:

"Como muitos já sabem, para esta semana está previsto no calendário acadêmico da UFRGS a realização da Semana Acadêmica.

Os alunos do curso de Engenharia Ambiental, através da comissão organizadora do evento e do diretório acadêmico do curso, organizaram este ano a “II Semana Acadêmica da Engenharia Ambiental UFRGS”, que ocorrerá no período de 19 a 23 de outubro, com sede no Instituto de Pesquisas Hidráulicas e no Auditório do DEMIN, UFRGS.

Os objetivos são promover a discussão e a troca de informações entre estudantes e profissionais de diversas áreas, a respeito de temas fundamentais relacionados ao meio ambiente, à situação ambiental atual dentro do contexto global e ao exercício profissional do Engenheiro Ambiental.

Serão realizadas palestras com profissionais de diversas áreas e três saídas técnicas, com o objetivo de proporcionar aos participantes do evento a oportunidade de conhecer a estrutura e a dinâmica operacional de um aterro sanitário, o procedimento de trabalho de uma estação de tratamento de água e uma trilha ecológica.

O evento é gratuito e aberto para todos. Sintam-se a vontade, e mais, sintam-se motivados a convidar colegas, amigos e profissionais de todas as áreas."

Adaptado da carta oficial da equipe organizadora do evento.

Aos interessados na programação do evento, deixem seu e-mail que enviaremos o cartaz do mesmo, ou envie um e-mail solicitando a programação para ecopoa.ufrgs@gmail.com.

Um abraço,

equipe ECOPOA.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Energias Renováveis 1




Nesta semana, um dos nossos colaboradores estava folhando uma revista que tinha como capa a energia eólica e seu potencial de expansão. No final da matéria havia um texto sobre pequenos geradores eólicos para uso residencial. É interessante e parece promissora a idéia de gerar eletricidade no seu local de consumo.

A matéria trazia um site no qual podemos ver o preço dos produtos, uma variável das mais importantes na análise da viabilidade econômica deste tipo de tecnologia. No site www.gonature.com.br encontram-se cinco modelos que vão de R$ 2.500,00 a R$ 32.000,00.

Fizemos então, uma estimativa da viabilidade econômica desses produtos na nossa região.




Segundo o Atlas Ambiental de Porto Alegre, na cidade a média de velocidade do vento é de 1,5 m/s, uma velocidade média muito baixa para quem pretende usar este tipo de fonte de energia. Mas este é um valor médio, Porto Alegre por estar às margens do Guaíba conta com algumas áreas onde a média é bem mais elevada.


Consideremos que o modelo Whisper 200 (visto nas figuras) que custa R$11.190,00 seja instalado numa região com ventos de 4,5 m/s de velocidade média e que o preço do kWh cobrado pela nossa distribuidora é cerca de R$ 0,40 já com impostos. Neste caso, levaríamos cerca de 17 anos para poupar em nossa conta de luz o equivalente ao preço de aquisição e instalação da turbina.

Ok, os números por enquanto não são empolgantes, mas se considerarmos que nosso estado tem áreas com velocidade média do vento de 7,5 m/s (veja o mapa do potencial eólico do RS em http://www.semc.rs.gov.br/atlas/v50a.swf) principalmente no litoral, a situação melhora.

Para uma média de 7,2 m/s o mesmo modelo geraria 340 kWh de energia elétrica por mês e, portanto se toda essa energia fosse consumida teríamos o retorno do investimento (sem correções) em torno de 7 anos.

Com certeza não se trata da maneira mais barata de se gerar energia elétrica, mas a satisfação de ter uma fonte de energia renovável e limpa no pátio da sua casa não tem preço.

Um abraço,

Equipe ECOPOA.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nossa casa...



O prefixo eco vem do radical de origem grega oikos, e significa casa ou lar. Ao batizarmos esse blog expressamos uma vontade que, temos certeza, compartilhamos com boa parte da população: tratar a cidade em que vivemos com o mesmo carinho com que cuidamos das nossas casas.

Para ajudar nessa tarefa, é importante conhecer melhor o lugar em que vivemos. Vejamos então, alguns dados interessantes a respeito da cidade de Porto Alegre:

A área do município de Porto Alegre é de 497 km². Destes, aproximadamente 44 km² estão distribuídos nas 16 ilhas do Guaíba. É uma das capitais mais arborizadas do Brasil, sendo que cada habitante da cidade tem direito a, aproximadamente, 17 m² de área verde. Possui uma população de 1.420.667 habitantes e tem o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) entre as metrópoles nacionais. Apesar disso, a cidade tem um terço dos habitantes vivendo em más condições habitacionais. Apenas pouco mais de 25% do esgoto da cidade recebe tratamento e sua região metropolitana é a segunda pior no país no que se refere a saneamento básico.

Para saber mais sobre a capital do RS, acessem:



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Iniciando...




Pessoal, esse é o primeiro post do nosso blog. Então, vamos começar nos apresentando:

Somos alunos da primeira turma do curso de Engenharia Ambiental da UFRGS e estamos iniciando este blog, que faz parte do nosso projeto em educação ambiental.

A nossa idéia é apresentar, de maneira simples, informações que ajudem a população de Porto Alegre a viver de maneira mais harmônica com o meio-ambiente, além de trazer novidades e discussões da área ambiental.

Como parte desse projeto, estamos criando também um site que funcionará como guia ambiental de Porto Alegre, trazendo informações sobre coleta seletiva, destinação de resíduos especias (pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, etc), dicas de eficiência energética, entre outras. Além disso, o site vai servir de espaço para divulgação dos projetos de educação ambiental que os alunos da Engenharia Ambiental vem desenvolvendo.

Por enquanto, é isso. Em breve postaremos um novo tópico, já com uma cara mais verde.

Uma boa semana a todos!