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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lâmpadas Econômicas


A lâmpada de bulbo, também conhecida como lâmpada incandescente tem um filamento de tungstênio muito fino dentro de um bulbo. Elas adquirem normalmente os valores 60 watt, 75 watt, 100 watt e assim por diante.

A idéia básica por trás destas lâmpadas é simples. A corrente elétrica passa pelo filamento; como o filamento é bem fino, oferece resistência a passagem da corrente, e esta resistência transforma a energia elétrica em calor. O calor faz o filamento aquecido emitir luz. O filamento literalmente emite luz por causa do calor.




O problema com as lâmpadas incandescentes é que o calor desperdiça muita eletricidade. Calor não é luz, e o propósito da lâmpada incandescente é emitir luz. Assim toda a energia gasta criando calor é um desperdício. Lâmpadas incandescentes são assim muito ineficientes. Elas produzem aproximadamente 15 lumes por watt gasto.

Uma lâmpada fluorescente usa um método completamente diferente para produzir luz. Em um tubo fluorescente há eletrodos nas extremidades do tubo e um gás que contêm argônio e vapor de mercúrio. Um fluxo de elétrons atravessa o gás de um eletrodo para o outro. Estes elétrons batem nos átomos de mercúrio e os excitam. Quando os átomos de mercúrio retornam ao estado não-excitado, eles emitem fótons ultravioletas. Estes fótons batem no fósforo que reveste o interior do tubo fluorescente, e este fósforo emite luz visível.




Uma lâmpada fluorescente produz menos calor, assim é muito mais eficiente. Uma lâmpada fluorescente pode produzir entre 50 e 100 lumes por watt. Isto torna as lâmpadas fluorescentes quatro a seis vezes mais eficientes que as incandescentes. Por isso você pode comprar uma lâmpada fluorescente de 15 watt que produzirá a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 60 watt incandescente.



 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Praia e lixo não combinam!


Atualmente, o lixo deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas e tornou-se um dos principais grupos de poluentes em ecossistemas marinhos. Juntamente com outros grupos de poluentes, como petróleo, metais pesados e nutrientes, o lixo tem ameaçado a saúde do ambiente marinho de diversas maneiras.



Os impactos ambientais mais evidentes estão relacionados à morte de animais. Esse problema tem sido considerado tão grave, que já existem registros de ingestão ou enredamento em lixo para a maioria das espécies existentes de mamíferos, aves e tartarugas marinhas. Muitos animais confundem resíduos plásticos com seu alimento natural. Sua ingestão pode causar o bloqueio do trato digestivo e/ou sensação de inanição, matando ou causando sérios problemas à sobrevivência do animal. O enredamento em materiais sintéticos, como resíduos de pesca, também é muito perigoso. Isso tem afetado especialmente populações de animais com hábitos curiosos, como focas e gaivotas, seja no Havaí ou em ilhas sub-antárticas.




Em estudos realizados sobre a quantidade e composição de resíduos flutuantes, em praias, e/ou depositados no leito marinho, os plásticos são os mais freqüentes. Fatores como seu elevado tempo de decomposição, sua abundante utilização pela sociedade moderna e ineficácia ou inexistência de programas de gerenciamento de resíduos sólidos explicam essa constatação. Um tipo de plástico pouco conhecido são as esférulas plásticas, nibs ou pellets. Os nibs possuem poucos milímetros de diâmetro e são matéria prima para a fabricação de produtos plásticos, sendo perdidos em grande quantidade durante seu manuseio e transporte. Na Nova Zelândia, por exemplo, foram verificados depósitos com mais de 100.000 esférulas por metro linear de praia. No Brasil, os nibs já foram observados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Bahia, mas provavelmente ocorrem em todo litoral. Apesar do pequeno tamanho, os nibs causam grande preocupação, visto que inúmeras espécies de aves têm ingerido esse tipo de material e, além do dano físico, os nibs podem ser vetores de poluentes químicos, como agrotóxicos, aderidos em sua superfície externa.




O lixo depositado nas praias brasileiras pode ter sido deixado pelos banhistas, transportado pelos rios que cruzam zonas urbanas ou trazido pelas correntes marinhas. Juntos, os ventos alísios (de nordeste) e o padrão de circulação superficial do oceano Atlântico Sul favorecem o transporte dos resíduos flutuantes jogados no mar pelos navios para as praias brasileiras.

Em área de reprodução de tartarugas marinhas, o impacto se agrava, pois além dos obstáculos naturais, as tartarugas precisam superar o lixo flutuante e aquele depositado na praia para garantir sua sobrevivência.

Além dos danos à vida marinha, o lixo no litoral brasileiro entra em conflito com uma das principais atividades econômicas da região: o turismo. As pesquisas realizadas no Brasil e em outros países mostram que o lixo nas praias também pode causar ferimentos nos banhistas, diminuição das atividades turísticas e danos a embarcações. Por exemplo, na África do Sul, o prejuízo causado pelo lixo ao turismo é da ordem de milhões de dólares; no litoral sul do Brasil foi observado que cerca de 20% dos banhistas já sofreram algum tipo de ferimento associado a lixo em praia; enquanto em algumas regiões dos Estados Unidos o entupimento da entrada de água para a refrigeração do motor com plásticos é a principal causa de danos a embarcações.




O monitoramento da chegada do lixo internacional em cerca de 70 km de praias praticamente desabitadas no litoral norte da Bahia a partir de 2001 registrou embalagens de mais de 60 países. Estados Unidos, Itália e África do Sul são os países com maior número de embalagens. O plástico é o material mais freqüente, seguido por metais. Isso aumenta ainda mais a gravidade do problema, considerando o elevado tempo de decomposição destes materiais. Atualmente o monitoramento é realizado em um trecho de 141,5 km no litoral norte brasileiro.

Outro poluente pouco conhecido que tem sido monitorado são os sinalizadores (lightsticks) utilizados na pesca de espinhel ou por mergulhadores. Esses sinalizadores são uma embalagem de plástico contento líquido oleoso que produz luminosidade por aproximadamente 12 horas. Perdidos ou jogados no mar, os sinalizadores também se acumulam nas praias. Eles têm sido utilizados inconseqüentemente pela população local para acender fogo, como chaveiros, lubrificantes e até mesmo como bronzeadores, óleo para massagens contra dores musculares e para curar micoses, vitiligo e reumatismo! Apesar dos fabricantes afirmarem que seu produto não é tóxico no caso de contato acidental com a pele, o resultado do seu uso sistêmico e contínuo é desconhecido em longo prazo, podendo se tornar um problema de saúde pública se não for devidamente investigado e avaliado.

A solução dos problemas aqui descritos passa essencialmente pelo conhecimento científico das origens e impactos dos poluentes em ambiente marinho, afinal apenas problemas devidamente conhecidos podem ser gerenciados. A expansão de alguns trabalhos de educação ambiental que minimizem este problema e a busca pela diminuição da poluição marinha por resíduos sólidos dependem muito de novas articulações. É preciso que cada um faça a sua parte, por isso, pense bem antes de “esquecer” uma garrafa PET na areia ou “deixar que o vento leve” a embalagem de seu picolé...




Pense bem antes de deixar seu lixo na praia. O mundo conta com você, as tartarugas agradecem e o oceano fica mais feliz.
 
A Equipe ECOPOA agradece e deseja a todos boas férias.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A História das Coisas



Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo. Revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo. O vídeo é narrado por uma simpática ativista chamada Annie Leonard. Segundo o vídeo, ela gastou dez anos viajando pelo mundo em atividades contra a agressão ao meio-ambiente. Nessas viagens, ela conseguiu ter uma bela visão de como funciona nosso meio de produção hoje em dia. Apesar de o vídeo ser voltado para a população americana (que representa apenas 5% da população mundial, mas consomem 25% de todos os recursos produzidos em nosso planeta) serve também para as classes sociais brasileiras mais altas, que se assemelham ao estilo de vida americano.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas. Confira o vídeo abaixo:




quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lâmpadas Fluorescentes


Caros leitores, trazemos hoje um assunto já bastante discutido, mas que precisa de soluções urgentes e conjuntas. Trata-se do descarte de lâmpadas fluorescentes.




As lâmpadas fluorescentes são ecologicamente benéficas pelo fato de serem mais eficientes energeticamente. Mas contém mercúrio em forma de vapor. O mercúrio liberado no caso de quebra das lâmpadas polui o solo, o ar e os corpos hídricos, além de ser muito perigoso para a saúde humana. Por isso lâmpadas fluorescentes usadas são consideradas um resíduo perigoso. O descarte ideal dessas lâmpadas é seu envio à empresas capazes de reciclá-las, o que nem sempre é fácil para quem mora no Rio Grande do Sul, pois a empresa devidamente licenciada mais próxima fica no estado de Santa Catarina. Para nossa sorte esta empresa prevê a implantação de um posto de coleta no RS ainda neste semestre.



Mas isso não quer dizer que não possamos fazer nada! Existe um decreto estadual de 2008 (Decreto Estadual N° 45.554) que garante o direito e até o dever dos consumidores devolverem resíduos sólidos de “pós-consumo” aos fornecedores, estes, por sua vez, devem encaminhar ao fabricante ou outro estabelecimento capaz de dar um destino adequado a resíduos como:

·      pilhas e baterias, incluídas as baterias de relógio, de aparelhos celulares, de telefone sem fio, de brinquedos, de placas de computador e afins, entre outros;
·      baterias automotivas;
·      lâmpadas fluorescentes contendo mercúrio;
·      frascos e aerossóis em geral, exceto os classificados como de higiene pessoal;
·      termômetros e os outros produtos que contenham mercúrio;
·      cartuchos de impressoras jato-de-tinta e matriciais;
·      toners de fotocopiadoras e impressoras a laser.


Infelizmente sabemos que nem todos os fornecedores desses produtos tem um sistema de logística reversa capaz de recolher esses resíduos, mas nessa semana tivemos uma experiência positiva ao descobrir que algumas empresas já recolhem as lâmpadas usadas fornecidas, sem cobrar por isso.

Para finalizar, achamos que o melhor que podemos fazer é condicionar a nossa compra ao recolhimento do material por parte do fornecedor. Não custa nada perguntar na hora da compra se a loja recolherá a lâmpada ou outro produto quando este vier a se tornar um resíduo perigoso. Assim garantimos um destino adequado aos nossos resíduos e pressionamos as empresas a se adequarem às exigências da lei e da sociedade.

Um abraço, Equipe ECOPOA.


Para um ótimo 2010!


Recebemos estes votos para 2010 via e-mail, e agora, estamos compartilhando com vocês (clique nas imagens se quiser ampliá-las). Nada como começar 2010 com bom humor e eco-atitudes. Um ano maravilhoso e sustentável para todos é o que deseja a equipe do ECOPOA.