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sábado, 28 de novembro de 2009

Reciclando conceitos...


A palavra lixo é derivada do termo em latim lix que significa cinzas. Houve uma época em que a maior parte dos resíduos de cozinha era formada por cinzas e restos de lenha carbonizada dos fornos e fogões. Outra origem é o termo lixare (polir, desbastar) onde lixo seria então a sujeira, os restos, o supérfluo que a lixa arranca dos materiais.

No dicionário, ela é definida como sujeira, imundice, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Lixo, na linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais descartados pelas atividades humanas. Desde os tempos mais remotos até meados do século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Europa, o lixo era produzido em pequena quantidade e constituído essencialmente de sobras de alimentos.




A partir da Revolução Industrial, as fábricas começaram a produzir objetos de consumo em larga escala e a introduzir novas embalagens no mercado, aumentando consideravelmente o volume e a diversidade de resíduos gerados nas áreas urbanas. O homem passou a viver então a era dos descartáveis em que a maior parte dos produtos são inutilizados e jogados fora com enorme rapidez.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado das metrópoles fez com que as áreas disponíveis para colocar o lixo se tornassem escassas. A sujeira acumulada no ambiente aumentou a poluição do solo, das águas e piorou as condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões menos desenvolvidas. Até hoje, no Brasil, a maior parte dos resíduos recolhidos nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos existentes nas periferias das cidades.




Felizmente, o homem tem a seu favor várias soluções para dispor de forma correta, sem acarretar prejuízos ao ambiente e à saúde pública. O ideal, no entanto, seria que todos nós evitássemos o acúmulo de detritos, diminuindo o desperdício de materiais e o consumo excessivo de embalagens.

Nos últimos anos, nota-se uma tendência mundial em reaproveitar cada vez mais os produtos jogados no lixo para fabricação de novos objetos, através dos processos de reciclagem, o que representa economia de matéria prima e de energia fornecidas pela natureza. Assim, o conceito de lixo tende a ser modificado, podendo ser entendido como "coisas que podem ser úteis e aproveitáveis pelo homem".

Adaptado do livro Lixo - De onde vem? Para onde vai?, de Francisco Luiz Rodrigues e Vilma Maria Gravinatto, Ed. Moderna.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Plantas aquáticas utilizadas como adsorventes naturais




Um dos nossos leitores trouxe um comentário sobre o uso de um produto natural e relativamente barato para remediação de sítios contaminados por metais pesados, óleos e outros compostos orgânicos. No mesmo dia vimos em uma aula um breve comentário sobre esta tecnologia, então resolvemos pesquisar mais e fazer um post sobre o assunto.

A grande sacada é o aproveitamento da biomassa seca de plantas aquáticas para o controle da poluição da água. Pode-se dizer que o trabalho é benéfico por duas razões. Primeiro, porque dá uma destinação à biomassa gerada em muitos corpos d´água eutrofizados. Segundo, porque o material obtido pode ser eficientemente empregado no controle da poluição da água por metais pesados, óleos, corantes e tensoativos. Temos um exemplo de corpo hídrico eutrofizado muito próximo da vida universitária porto alegrense. Trata-se da barragem Mãe D'Água no campus do vale da UFRGS, totalmente preenchida com aguapés (Eichhornia crassipes Mart. Solms). Veja imagem abaixo:



O excesso de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo provenientes do esgoto doméstico propicia o rápido crescimento de macrófitas aquáticas, os famosos aguapés. O emprego das plantas aquáticas como material adsorvente inicia no seu processo preparação. Como são consideradas pragas, as coletas podem ser realizadas nos próprios recursos hídricos onde as plantas se reproduzem. Após, é suficiente um processo de secagem ao sol e moagem, que pode ser facilmente realizado em instalações rurais. No caso de transporte para outras localidades, é interessante que o material seja compactado e embalado, pois, como é bastante poroso e leve, o seu volume deve ser reduzido ao máximo.




O uso das plantas no combate a poluição pelo óleo é feita de maneira muito simples. Em pequenos derrames terrestres, a biomassa é simplesmente jogada sobre a mancha de óleo. Após a sorção, a biomassa com óleo é recolhida por varrição. Em derramamentos maiores, a contenção através de almofadas é preferível, pois facilita o manuseio do material. Nos derrames de óleos em águas, o uso de barreiras tubulares tem se mostrado mais prático. Depois de ter absorvido o óleo, o material pode servir como combustível em geradores de calor e vapor, se a legislação ambiental local assim permitir. Nesse caso, apresenta-se como uma fonte de energia de 4.700 kcal/kg.

Já existe uma empresa gaúcha especializada na produção desse produto, o SUPERSORB – BR. É importante ressaltar que esta é uma tecnologia totalmente nacional e que oferece uma alternativa competitiva aos produtos do gênero, como a turfa canadense, que sempre foi importada de outros países.


Referências: Ivo André Homrich Schneider e Jorge Rubio (orientador), Plantas Aquáticas: Adsorventes Naturais para a Melhoria da Qualidade das Águas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Here comes the sun...




Uma reportagem do jornal The New York Times, de 2007, comenta sobre o uso da energia solar como alternativa energética (pelo menos nos EUA), em tons de realidade nua e crua. Fato: para tornar a energia solar uma escolha generalizada da população e da economia, é preciso mais investimento em ciência e tecnologia, para que seja aumentada a eficiência da conversão dos raios solares em eletricidade, traduzida em números razoáveis economicamente.

Atualmente, com as técnicas disponíveis no mercado, possuímos uma limitação teórica máxima de aproveitamento energético que gira em torno dos 20%. Iniciativas individuais (os painéis caseiros) não devem ser desestimuladas, mas para fazer grandes indústrias e cidades inteiras utilizarem a energia solar ao invés de energias convencionais, é preciso muito mais que os painéis que temos hoje no mercado. Pensando em macroescala, a tecnologia adequada ainda precisa surgir.



No caso do Brasil, um país predominantemente tropical, com sol 365 dias ao ano, a energia solar é muito bem-vinda. Porém, apenas 50 cidades têm legislação para aplicação deste tipo de energia, entre elas São Paulo, Avaré (SP), Peruíbe (SP), Porto Alegre (RS), Juiz de Fora (MG), Belo Horizonte (MG) Campina Grande (PB). Os dados são do Cidades Solares, que fomenta a tecnologia e divulga informações sobre o tema.

Se pesarmos o valor do investimento para instalações residenciais, que está em torno de R$5.000,00, a longo prazo ele se pagará, mas ainda assim seu custo é muito elevado. Já nas residências populares, os programas de incentivo utilizam tecnologia barata (em torno de R$300,00), para montar os painéis de aquecimento solar com embalagens tetrapack e garrafas PET, diminuindo a conta de luz em até 40%.



Cremos ser atualmente esta a melhor forma de aproveitamento solar, a utilização de painéis que visem o aquecimento da água ao invés da geração de energia elétrica, uma vez que seu custo é bem menor devido a baixa tecnologia demandada e sua instalação se paga em torno de 6 meses após implementada. O retorno do investimento é tão imediato pois dados do Procel mostram que chuveiros respondem por 24% do consumo residencial e chegam a consumir 50% da carga energética em horários de pico, entre 18h e 21h. Ao substituir a energia elétrica por aquecimento solar, deixa-se de sobrecarregar a rede e economiza-se na conta. 


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O que fazer com o óleo de cozinha?




Muitos de vocês já ouviram algo a respeito dos problemas relacionados ao descarte do óleo de cozinha. Uma das dicas do nosso último post era exatamente coletar e descartar corretamente esse resíduo. Agora vamos explicar um pouco mais a questão e apontar as soluções possíveis para os moradores de Porto Alegre.

Por ser menos denso que a água, o óleo de cozinha forma uma película sobre ela, o que provoca a retenção de sólidos, entupimentos e problemas de drenagem quando colocados em pias ou vasos sanitários, que são redes coletoras de esgoto. Para retirar o óleo e desentupir os dutos, são empregados produtos químicos altamente tóxicos, o que acaba criando uma cadeia perniciosa. Nos arroios e rios, a película formada pelo óleo de cozinha dificulta a troca de gases entre a água e a atmosfera, causando a morte de peixes e outros seres vivos que necessitam de oxigênio. Além disso, quando descartados em aterros inadequados podem causar contaminação do solo.




Felizmente, em Porto Alegre já contamos com 128 pontos de coleta! O óleo é encaminhado depois à reciclagem. As quatro empresas - Celgon, Faros, Oleoplan e Ecológica - recebem o óleo e encaminham a um destino ambientalmente correto. A Celgon usa o óleo como gerador de energia em suas caldeiras; a Faros utiliza como base para a produção de ração animal; a Oleoplan e a Ecológica desenvolvem biodiesel.

Você pode conferir estes pontos de entrega voluntária neste MAPA ou no site do DMLU.




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Rapidinhas para a sustentabilidade!


Pilhas e baterias merecem cuidados especiais porque são compostas de substâncias tóxicas como chumbo ácido e níquel cádmio. Elas devem ser encaminhadas ao fabricante para uma destinação adequada. Além de separá-las para coleta, prefira as do tipo recarregável, diminuindo o consumo.

Jogar óleo de cozinha na pia pode causar prejuízo ao meio ambiente. Cada litro que vai pelo ralo contamina até 20 mil litros de água potável. Reciclar é fácil. Basta guardar o óleo usado em garrafas PET e entregá-lo em postos de coleta. Seu destino será a transformação em sabão e biocombustíveis.

Em vez de imprimir arquivos, procure levá-los em um pendrive. Além de reduzir a quantidade de lixo de papel gerado, esta iniciativa evita a derrubada de árvores e o uso de água, necessários à produção de papel. Antes de imprimir, pense e repense no consumo a médio prazo.



Há um movimento mundial de conscientização ambiental com o objetivo de reduzir o uso de sacolas plásticas no comércio. Grande problema para o meio ambiente, estas sacolas levam até 500 anos para se decompor. Faça parte dessa iniciativa, levando uma bolsa própria, que pode ser reutilizada.

Veja os números do desperdício: em 15 minutos, uma mangueira aberta gasta cerca de 280 litros de água. Se usada três vezes por semana para lavar carros ou a calçada, em um ano, o gasto soma 40 mil litros – suficiente para abastecer um prédio de 64 apartamentos, ou 320 pessoas, em um dia.

Quando separados, o papel, o metal , o vidro e o plástico passam a ser matéria-prima usada para a fabricação de novos produtos. Essa iniciativa gera renda, emprego e diminui a necessidade de exploração de recursos naturais. Se descartado de maneira incorreta, essse lixo poluirá o solo e as águas.

Ao pegar carona e usar transportes alternativos, deixando seu carro na garagem uma vez por semana, você deixa de emitir 40 kg de dióxido de carbono (CO2) por ano. Sabe-se que a poluição do ar potencializa doenças respiratórias, como bronquite crônica e enfisema pulmonar, que causam a morte de 3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Fonte: Revista Super Interessante, dezembro de 2008, conteúdo publicitário Eletrobrás Termonuclear S.A.

domingo, 8 de novembro de 2009

Black Pixel Project



O Greenpeace e a almapBBDO desenvolveram um projeto que promete tornar possível a cada um de nós contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Trata-se do Black Pixel, e funciona a partir da tela do seu computador.

O projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.

O projeto tem a assessoria técnica do Centro de Estudos Avançados do Recife (C.E.S.A.R), um dos principais centros de tecnologia da informação no Brasil e só funciona em monitores de tubo e de plasma. Veja o vídeo de divulgação:



Vale ressaltar, dentro da temática do aquecimento global, que a magnitude dos processos de aquecimento do planeta e o quanto são influenciados pelo homem ou por processos naturais, merecem um longo e detalhado estudo para serem conhecidos com mais certeza. Enquanto isso, INSTALE um quadradinho preto em seu monitor e talvez você esteja ajudando a salvar nosso planeta.





domingo, 1 de novembro de 2009

Pegada Ecológica? Descubra a sua!


Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!

A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida. Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia.




Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves. Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.

O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da natureza. A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. A expressão Pegada ecológica é uma tradução do Inglês ecological footprint e refere-se à quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar as gerações atuais, levando em consideração todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população. O termo foi primeiramente usado em 1992 por William Rees, um ecologista e professor canadense da Universidade de Colúmbia Britânica. Em 1995, Rees e o co-autor Mathis Wackernagel publicaram o livro chamado Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth.



A Pegada Ecológica nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos. Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é um só.

Assim, o que cabe a nós é agir conscientemente aplicando sempre que possível a velha política dos 3 R´s que visa à redução, reutilização e reciclagem dos materiais por nós consumidos. Reduzir o lixo produzido diariamente é a forma mais efetiva de preservar matéria-prima e diminuir a quantidade de resíduos sólidos. O segundo passo é reutilizar materiais sempre que possível. Então, apenas o que realmente precisa ser consumido e não pode ser reaproveitado será encaminhado para a reciclagem

Fica a sugestão da equipe ECOPOA para que você acesse o site abaixo e descubra qual é o tamanho de sua pegada. Faça o teste: